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14 países se comprometem a combater facções e cartéis; documento cita PCC e CV. Brasil fica de fora

President Donald J. Trump poses for a Family Photo with world leaders at the Shield of the Americas summit at Trump National Doral, Saturday, March 7, 2026, in Miami, Florida. (Official White House Photo by Daniel Torok)

No mesmo dia em que o presidente norte-americano Donald Trump disse que poderá usar força militar na América Latina para garantir os “interesses vitais” do país sobre a região, um grupo de 14 países latino-americanos e caribenhos liderados pelos EUA, conhecido como Escudo das Américas, divulgou um comunicado, nesta terça-feira (22/9), no qual afirma estar disposto a impor sanções a 24 facções criminosas, entre elas duas brasileiras, classificadas pelo grupo como “narco-terroristas”.

As facções brasileiras mencionadas no documento são o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em maio, os Estados Unidos já haviam designado essas duas facções como organizações terroristas.

A medida adotada pelos norte-americanos foi criticada pelo governo brasileiro sob o argumento de que ela poderia abrir espaço, justamente, para intervenções militares norte-americanas em território brasileiro.

A intenção declarada pelo Escudo das Américas, no entanto, coloca o Brasil na contramão da maioria dos países da América do Sul. Dos 11 países da região, sete fazem parte do grupo e assinaram o documento: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Guiana, Paraguai e Peru.

Os quatro que não assinaram o documento são: Brasil, Uruguai, Suriname e Venezuela.

O texto divulgado hoje trata o crime organizado como uma ameaça conjunta para a região.

“Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é representada por organizações narcoterroristas transnacionais (…) nós anunciamos hoje a primeira ação conjunta sob os nossos pilares recém-anunciados: ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, diz um trecho do documento

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